sábado, 5 de setembro de 2009

Visita aos amigos na Europa: Barcelona, Astúrias, Dublin, Amsterdam e Zurich


A última vez que postei alguma coisa aqui foi em um tempo em que eu ainda estava planejando minha volta pra Dublin, pensando em como seria meu trabalho por lá. As coisas mudaram, fiquei no Brasil e a Sic andando a passos mais que largos.

Como morar na Europa de vez ficou pra outros tempos, mais uma visita haveria de acontecer. E foi isso que rolou em junho desse ano. Fechei as malas, comprei minha passagem e fui dar um 'olá toda gente' aos amigos de lá. Foi tudo de última hora e sem pensar muito, afinal eu to numa fase onde minha vida e a vida da agência se confundiram completamente - é uma coisa só.

Peguei o primeiro avião em Uberlândia, fui parar em São Paulo e depois de 12 horas de vôo, lá estava eu em Zurich, na Suíça. Daí me bateu uma dúvida: pra que ser tão longe assim? É tudo bacana, moderno, lindo e incrível. Mas podia ser mais perto. Bem, pouco tempo depois era hora da quarta visita à Jú, Salsicha e Marina em Barcelona.

Eis que a grande surpresa apareceu: BARCELONA NO VERÃO! Todas as outras vezes foram viagens de inverno, a cidade estava congelando e as praias desertas. É impressionante como a cidade se transforma! Os dias por lá foram rápidos, mas excelentes como sempre. Salsicha e Jú não mais moram pertinho da famosa Sagrada Família, a onda agora é Badalona. Sucesso total!

Depois de 1 noite em Barça, peguei um vôo e fui parar em Oviedo, capital de Astúrias (no norte da Espanha). Foi lá que Veronica (grande amiga de Dublin) me buscou para que eu pudesse conhecer a cidade dela. E lá fomos nós rumo a Gijón. A cidade é mesmo uma belezura, toda antiguinha, com aquele clima europeu bacana, cheio de Smart Minis estacionados e com um visual incrível do Mar Cantábrico. A cidade é mega famosa pela Sidra (é com S mesmo), eu bebi algumas e não achei grandes coisa não, mas valeu a experiência. Teve visita à universidade Laboral, almoço tipicamente Asturiano, fonte de água mineral no meio da floresta, bebedeira a noite no Havana. A visita foi muito rápida, 1 noite só e eu já estava de volta a Barcelona.

1 noite mais em Barça e era chegada a hora da volta a Dublin. Eu estava tenso, com medo de chegar na cidade e não querer voltar mais pra casa. Mas o que eu tive foi um belo tapa na cara. Fiquei uns 6 dias na cidade que me serviram pra mostrar que o que era bom em Dublin não era ela em si, mas o jeito como eu podia encarar a vida por lá. Sem compromissos, sem preocupação com dinheiro, nem aí pro futuro. O objetivo era simplesmente aproveitar e festar. Como meus amigos que restaram lá estão já em outro ritmo (trabalho, família e etc) a visita não foi exatamente um revival dos bons tempos. A cidade está meio falida depois da crise, os bares vazios, as pessoas continuam bêbadas vomitando nas ruas e os ônibus atrasando. Calma, teve o lado bom, claro! Reencontrei Reza, Mattia e Alejandro, vi meu apartamento antigo, tomei todas no Porterhouse, teve show no The Mezz e muita nostalgia. Me encontrei com uma amiga de Uberlândia que agora mora lá (a Lorena Medrado). Mas a vontade de ir embora apareceu já lá pelo quarto dia de visita!

Saindo de Dublin, era hora de conhecer um pedaço da Europa que eu já tinha pisado mas ainda não conhecia. Lá estava eu na capital mundial da insanidade: Amsterdam. Cheguei ao melhor estilo mochileiro solitário (que, na minha opinião, é o melhor jeito de se viajar) e me deparei com uma cidade sem pudores, sem medo de assumir nada, onde se pode viver e ser o que você quiser. Saindo da estação de trem você já se depara com aquele estereótipo de Amsterdam que todo mundo tem. Wow, tô aqui! Meu Hostel era em um dos canais depois de Damrak, em plena Zona Vermelha (área das prostitutas na vitrine). A rua central que atravessei era uma excelente amostra do que eu veria por ali: lojas de souvenir com maconha do chão ao teto, sex-shops convencionais e gays, gente se vestindo de tudo quanto é jeito e muita, muita, muuuuita bicicleta pra todo lado.

Sem saber, acabei fazendo reserva em um dos hostels mais famosinhos da cidade. Foi o primeiro coffee shop da cidade. Ou seja, quando estourou a legalização do uso da maconha na cidade, estrelas do mundo inteiro foram parar no Bull Dog. Então o lugar é cheio de fotos de artistas e blê blê blê 'meu amor'. Ao chegar na reception desk do lugar, a recepcionista me atendeu com bastante prontidão, conferiu passaporte e reservas e lá foi ela me explicar as regras da casa, vou colocar entre aspas pra você entender que foi isso mesmo que me falaram: "Bem-vindo ao Bull Dog Amsterdam. Aqui está o cartão que dá acesso ao seu quarto. A sua esquerda temos um elevador, a direita as escadas. Ao fundo um coffee shop com internet free. Fumar cigarros é proibido nas dependências do Hostel, portanto dessa porta pra fora você pode fumar tabaco, dela pra dentro SÓ MACONHA". Minha cabeça explodiu e eu comecei a rir! hahahahaha... a mulher, gentilmente olhou pra mim e disse: "For real!".

Na cidade fiz tudo o que um turista TEM que fazer. Fui a coffee shop, visitei a casa de Anne Frank, conheci o castelo, fiz walking tour com uma guia espanhola muito irritante, conversei com as prostitutas nas vitrines, fui à fábrica da Heinekein (ponto alto da viagem!) e fiz um Pub Crawl pelos bares da cidade com um novo amigo - xará, o cara chamava Damian - da Finlândia. Tudo regado a muita cerveja holandesa e coisas que lá são permitidas. A viagem terminou com uma grande ressaca em mais um vôo pra Barcelona.

Barcelona una noche más y despues otro vuelo para Zurich. De lá pra São Paulo, de SP pra Uberlândia e então de volta pra Sic no mesmo ritmo alucinante de sempre!

É esse o resumo das minhas férias de Verano en Europa!

See ya!

Um comentário:

Angélica Ramos disse...

Oi Damião, larga de ser chique menino!! rsrs
Valeu a visita no aikitudo.com.br, fiquei feliz com seu coments.
Angel mix mandando ver nos toy art.
Abração!