quinta-feira, 30 de setembro de 2010

CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE SACHSENHAUSEN: viagem sombria ao passado sujo dos alemães


Todas as vezes em que passou pela minha cabeça ir a um campo de concentração nazista, um sentimento de tristeza aparecia. Eu não chegava a sofrer, mas tinha em mente o que tudo aquilo significou para a história humana. Acredito que não seja o sonho de ninguém conhecer um lugar desses, mas eu chamo a visita a um campo de concentração de experiência. Não é um passeio, é a sua chance de estar frente a frente com um passado cruel que é difícil acreditar que aconteceu.

Sachsenhausen foi ativado em 1936 em uma região próxima a Berlim. O local servia como prisão de políticos, homossexuais, polacos, judeus e Testemunhas de Jeová. 100 mil deles morreram de variadas formas: execução, fraqueza, frio ou desnutrição.


Pesado, né? E o estranho é que quando você lê uma história assim, não consegue sentir exatamente a vibe. Quando você chega a um lugar desses, um medo e uma tristeza enormes tomam conta de você. Confesso nunca ter sentido nada igual na minha vida toda e agora, escrevendo este post, volto a sentir exatamente a mesma coisa. É impossível sorrir num lugar desses. A cada história que você ouve e a cada lugar que você pisa, a história vai tomando proporções inacreditáveis.

Sachsenhausen está extremamente bem conservado, você ainda consegue passar pelo portão com seu ARBEIT MACH FREI (em Alemão, "O trabalho liberta"). Os alojamentos estão lá, com camas apertadas e sem colchão, banheiros minúsculos utilizados pelo alojamento todo, laboratórios onde os prisioneiros eram submetidos a experimentos proibidos até mesmo em animais e os necrotérios. Tudo aterrorizantemente novo.


O maior baque de todos vem, sem dúvida, no momento em que chegamos à fábrica da morte. Os locais onde os prisioneiros eram executados. Ali existiam paredões de fuzilamento e câmaras de gás. A eficiência era extrema e os métodos eram tão aperfeiçoados, que o campo de Sachsenhausen foi considerado referência, servindo de campo modelo para treinamento de generais da SS que iriam atuar posteriormente em outros campos de concentração. A sensação só piora com o frio extremo do inverno alemão.




MAS ESSE PASSEIO É MUITO TRISTE. VOCÊ INSISTE QUE EU VÁ?
Insistir para que você conheça um lugar desses é a última coisa que vou fazer. Mas que a experiência de poder ver de perto a que ponto o ser humano pode chegar, é importante na sua vida. Não sei dizer se é bom ou ruim. Sei que é único. Não merece apreciação. Merece nossa atenção. Talvez seja um alerta para que isso não se repita. Um tapa na cara.

QUERO IR, MAS NÃO QUERO IR SOZINHO. COMO FAÇO?
Já tinha falado deles anteriormente, o pessoal da SANDEMANs de Berlim leva a turma pra conhecer o lugar de trem. Tudo muito organizado e com preço bacana. Lembrando que o campo de concentração fica fora da capital, mas tem toda estrutura pra receber, com banheiros, lanchonetes, museu e etc. Prepare-se, ficar de frente com um uniforme da SS original é barra pesada.

COMO CHEGAR LÁ?
Campo de Concentração, Memorial e Museu de Sachsenhausen -  Este campo de concentração fica nos arredores de Berlim, em Sachsenhausen, aldeia a 3km ao norte de Oranienburg.

Tomar o S-Bahn 1 até Oranienburg (não confundir com a estação de metrô Oranienburg). Leva cerca de 45 minutos. De lá o ônibus 804 até a parada Gedenkstätte, ou siga à pé.

Aberto de terça a domingo 15/out-14/mar 8h30-16h30, e 15/mar-14/out até as 18h. Entrada gratuita.

Boa viagem!

*As directions de como chegar lá, vieram daqui.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Roteiro de VIAGEM DE TREM pela Itália: do norte até Roma



Quando alguém resolve fazer um mochilão pela Europa logo sai pensando em uma série de países e em visitas rápidas de 3 ou 4 dias por capital. Mas tem um país que merece atenção especial e uma viagem só pra ele: a Itália.

É uma viagem deliciosa, com paisagens lindas, uma infinidade de atrações e a certeza de que o país é apaixonante. Antes de mais nada, no guia definitivo para mochileiros eu digo para que você não use trens em seu tour pelo velho continente. Na Itália é possível viajar de avião e gastar pouco, mas isso em trechos mais distantes (Ex. Milão / Roma). Quando for girar pelo país, vá de trem. Você vai pagar em pequenos trechos valores correspondentes a tickets de avião, mas vai ver pela janela paisagens difíceis de esquecer. O post é pra te dar uma idéia de caminho a ser percorrido e sugerir o tempo em cada cidade.

O ROTEIRO E SUAS 4 PARADAS

Encontrei o roteiro, o mapa e a previsão de custos que montei para o mochilão italiano que fiz três anos atrás (você pode baixar o arquivo .DOC no final do post). Eu não conhecia nada e comecei listando os lugares que gostaria de ir e sua localização geográfica. Acabou que deu pra conhecer tudo o que eu queria e ainda ir a lugares que não sabia que existiam.

1. MILÃO (2 dias / 1 noite)

Esta foi a primeira parada no país. A cidade é extremamente empresarial. Tem lindos lugares pra ver, mas passar 2 dias me pareceu mais que suficiente. Um pulo a praça central para conhecer o Duomo e a Galeria Vittorio Emanuelle, o Castelo Sforzesco e um tour pelas lojas da cidade, que concentra as matrizes de grandes marcas.

2. VERONA (1 dia e meio), VENEZA (1 dia) e ROVERETO (1 dia)

Pegue um trem e chegue rapidinho a Verona. A cidade de Romeu e Julieta e portal de entrada do Império Romano é uma belezinha. Pequena, calma e que é até melada de tão romântica. Foi muito interessante ficar na cidade não só pelos amigos, mas por sua proximidade a Veneza e às estações de ski de Rovereto. Verona você consegue ver quase tudo em 1 dia e meio, mas pode usar o lugar como base para passar o dia em Veneza e o dia esquiando em Rovereto, que fica na região de Trentino, divisa com a Suíça. A terra das gôndolas é destino obrigatório pra qualquer pessoa que pense em conhecer a Itália, vá para ter sua própria opinião. Sem dúvida alguma é diferente de tudo o que você já viu. Rovereto é uma região de ski muito frequentada pelos italianos, mas nada de muito especial frente a outros destinos para o esporte no mundo.

3. FLORENÇA (2 dias / 1 noite)

A viagem entre Verona e Florença é sensacionalmente bonita. Você vai passar por belas regiões e vai fazer uma parada em Bolonha para trocar de trem, essa parada é legal porque, dependendo do trem que você pegar, dá tempo de dar um giro pela cidade. As paisagens da Toscana valem o tempo no trem. Assim como Verona, Florença é uma cidade pequena que te permite rodar a pé. É possível "ver" a cidade em um único dia, mas você não pode ir até lá correndo. O berço do Renascimento pede mais tempo, são muitas galerias, museus e igrejas. Aliás, vá se acostumando com a idéia de ver muita igreja, nesse país elas são uma das principais atrações. Na cidade está enterrado Galileu Galilei (Basílica de Santa Croce), você vai ficar frente a frente com a Vênus de Milo e com Davi de Michelangelo. Isso sem falar do Duomo de Firenze, que é incrível.

4. ROMA (5 dias)

A capital pede mais tempo para ser vista. 5 dias foi muito pouco tempo, gostaria de ter ficado 7 ou 10. Você vai se cansar só de imaginar tudo que gostaria de ver: Vaticano, Coliseu, Forum Romano, Piazza Navona Pantheon, Piazza de Spagna, Villa Borguese, Fontana di Trevi, Piazza Venezia, Castelo de Santo Angelo e Piazza S. Pietro. Você não vai parar de andar um dia sequer e vai rezar para os dias passarem bem devagar.
 
Aqui você faz o download da programação que fiz. O layout não é o melhor do mundo porque era apenas para uso próprio, mas tem informações úteis como quanto paguei nos hostels e o tempo que fiquei em cada lugar. Aconselho checar os valores atuais para não passar susto, ok?

Tomara que o post seja útil... que você volte da Itália louco pra ter uma Vespa e com óculos escuros de grife gigantes.

Ciao e boa viagem!
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

LISBOA em 2 dias


Certa vez um casal de amigos estava indo a Lisboa para um congresso. O tempo de estada na cidade era quase que só suficiente para participar do evento. Me perguntaram então o que deveriam ver na cidade. Dei umas dicas de lugares obrigatórios. Como disseram que foi útil, resolvi colocar algumas delas aqui, já que funcionaram para os dois, podem ser úteis pra você também.

Antes de dizer aonde ir, é melhor explicar o que você vai encontrar na capital portuguesa. Como você deve imaginar, o país lembra muito o nosso. Comparado a outros países europeus, dá pra achar Portugal um pouco pobre e sujo, mas isso não tira a beleza do lugar (até porque, o que você vai ver de sujeira lá, já cansou de ver no Brasil). Lisboa é uma cidade onde se come muito bem, gasta-se menos que a média e ainda têm-se um encontro com a história do Brasil que é bem interessante. Eu estive por lá quando estava morando na Irlanda, então a cidade teve um gostinho de "visitar a casa da vó". Prepare-se pra comer bacalhau como se não houvesse amanhã.

A cidade não é tão grande, então vai dar tempo de ver muita coisa em 2 dias. Se der, fique por 3 ou 4 dias. Você vai sentir melhor a cidade.

BAIXA-CHIADO: MUSEU ARQUEOLÓGICO, PRAÇAS, CIDADE ANTIGA E ELEVADOR

Você vai ver muita coisa interessante na região. Ali estão alguns museus bem interessantes, a Praça do Comércio e a Praça Rossio (foto acima), famoso cartão postal da cidade. Acorde cedo, caminhe pela Rua Augusta e vá direto para o Elevador de Santa Justa (Rua do Carmo), uma torre de onde você tem uma bela vista da cidade, do Castelo de São Jorge e das praças. Dali você vai avistar muita coisa que vai querer visitar mais tarde. A região é interessante pelas construções antigas e lojas. Um museu imperdível é o Museu Arqueológico do Carmo nas ruinas do Convento do Carmo, que teve boa parte destruida no ano de 1755 em um grande terremoto. Ali estão misturadas múmias peruanas, tumbas de reis portugueses e muitas esculturas.

O QUE NÃO PERDER: Subida matinal no Elevador Santa Justa, visita ao Museu Arqueológico do Carmo, caminhadas pela Baixa, Praça do Comércio e Rossio. Assim que tiver chance, pare em um dos cafés da região.

BELÉM: VOCÊ JÁ VIU ESSE LUGAR

Essa é a região mais conhecida da cidade, de onde saíam as embarcações que buscavam as novas terras. Ali estão os mais famosos cartões postais de Lisboa: a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos. Além destes, existem outras atrações que valem muito a pena e deixam a visita mais impressionante. O Mosteiro dos Jerônimos (que fica em frente ao Padrão dos Descobrimentos) é sensacional. Além da construção ser linda e rica de detalhes, ali estão os corpos de Vasco da Gama e Luís Vaz de Camões. Você vai passar bons momentos tanto durante o passeio no interior do Mosteiro quanto na praça que fica em sua frente. Após a visita, vá caminhando até o Padrão dos Descobrimentos, o famoso monumento com esculturas dos navegadores portugueses. Na sequencia, vá para a Torre de Belém.

O QUE NÃO PERDER: o trio obrigatório da cidade é composto pelo Mosteiro, o Padrão e a Torre. Esses você tem que ir. Bem perto fica o lugar dos famosos Pasteizinhos de Belém. Eu virei Belém de cabeça pra baixo e encontrei o lugar. É gostoso, mas se você estiver sem tempo, não fique correndo atrás deles não. Tem coisa melhor pra ver.

PARQUE DAS NAÇÕES: A LISBOA MODERNA

Esta é a área construída para a Expo 98. Ali você vai tomar um soco na cara da cidade que até então te transportava pro passado a cada esquina. É a hora de pisar no século XXI e não tirar o pé. Vindo de trem, você desembarca no Shopping Vasco da Gama, o maior da cidade. A partir dali você pode fazer uma caminhada para reconhecer a área e ir direto para o Oceanário, que pra mim é uma das melhores atrações de Lisboa. Considerado o maior aquário da Europa, você vai se impressionar com a diversidade marinha do lugar. Além de peixes e tubarões, as lontras e pinguins também roubam a cena. É barato e obrigatório. Pra quem gosta, tem também um teleférico que faz um passeio agradável.

O QUE NÃO PERDER: O Shopping Vasco da Gama, que apesar de não ser tão barato, consegue oferecer boas opções de compra.

NOITE DE FADO EM UMA TASCA NO BAIRRO ALTO

Parece chato e triste, mas é divertido se estiver com uma boa turma. Ir a uma tasca com cantora de fado ao vivo é uma experiência pra lembrar pra sempre. A cerveja tem preço bom e a região do Bairro Alto é frequentada por boa parte dos jovens da cidade. Em tempo, tasca é como os patrícios chamam boteco em Portugal.
UM GIRO POR LISBOA

É UM DESTINO RECOMENDADO?
Acredito que Lisboa é uma cidade muito interessante para brasileiros. O país tem a nossa cara, a comida lembra a nossa e as pessoas são extremamente amigáveis com quem é daqui. Na TV só se vê novela da Globo e nas rádios se toca muita música brasileira. Pense em conhecer Portugal como uma das partes de sua viagem, ir a Europa e conhecer só Portugal pode não valer tanto a pena. Se for ao país, fique 4 ou 5 dias e parta para outros. A cidade portuguesa com maior frequência de vôos low-cost é a cidade do Porto (Oporto).
HIGHLIGHTS DE LISBOA COM LINKS
Esse é um roteiro rápido, que dá pra você conhecer Lisboa sem perder o melhor.

Boa viagem!
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    segunda-feira, 27 de setembro de 2010

    BELO HORIZONTE: fazer turismo aqui é viver a cidade


    Já parou pra pensar que quando alguém diz que vai fazer turismo isso pode ter qualquer significado? Outro dia fiquei sabendo da história de um motorista que, quando sai de férias, pede carona no jatinho do chefe. Se o avião vai pro Piauí, ele entra. Se vai pra Tocantins, entra também. Pra ele, passar os dias em terras calmas e sem ninguém incomodar é uma excelente opção para as férias.

    Os destinos mais famosos pelas atrações turísticas são na verdade lugares onde os roteiros pré-existem e tudo fica mais fácil. Eu sou adepto de uma modalidade de turismo que é aquela em que se vive a cidade. Se você encara um destino assim, vai acabar descobrindo que cidades pouco turísticas são na verdade destinos deliciosos pra se viver momentos divertidos. Sou fã incondicional de duas cidades sem muito dom para o turismo: Belo Horizonte e São Paulo. Mas o post de hoje é pra falar da capital mineira.

    A relação dos mineiros com BH é muito diferente dependendo da região do Estado. No Triângulo Mineiro, por exemplo,você consegue encontrar pessoas que nunca pisaram na capital sequer uma vez na vida, mas vão sempre ao Rio. As pessoas pensam que a cidade é chata e não tem o que fazer. Isso é o mesmo que dizer que São Paulo só serve para trabalhar.

    Como falei anteriormente, Belo Horizonte tem o perfil de turismo onde a onda é viver a cidade. Os tipos de roteiro variam muito. Quando estou por lá, costumo me guiar pelo estômago. Vou onde tem a melhor comida! Apesar de ser uma metrópole, com excelentes restaurantes, lojas caras e uma infinidade de shoppings, prefiro o lado mineiro interiorano da cidade. Meus roteiros são sempre em restaurantes mineiros, botecos de esquina e baladas. A cidade é gostosa e tem uma magia engraçada, você pode estar andando em uma via caoticamente movimentada e, ao virar a esquina, se sentir em uma cidadezinha calma e verde.

    TÁ, MAS O QUE EU FAÇO LÁ?

    Vá bater perna! A cidade tem lindas praças no centro, o Palácio e a praça da Liberdade (que agora está rodeada de museus), as delícias do Mercado Central, o Espaço Cultural, as construções na Lagoa da Pampulha, o Mineirão... mas olha, nada supera os botecos. Isso é uma coisa que o pessoal de BH sabe fazer como ninguém. Mas não pense que vai encontrar somente botecos de esquina, tem muito bar/balada fantasiado de boteco. Uma dica que você não pode se esquecer é: peça uma cachacinha mineira pra acompanhar a cerveja e a costelinha de porco.

    ONDE FICAM ESSES BARES E BALADAS?

    Sem medo de ser feliz, dê uma volta pela Savassi e por Lourdes. Não vai ter erro! Você acabar esbarrando com um barzinho legal pra sentar.

    VOCÊ RECOMENDA UM BOTECO EM ESPECIAL?

    Sim! Imagine tomar uma cerveja ou um vinho escutando jazz em um bar que é uma livraria. Isso  você encontra no Café com Letras na Savassi (Rua Antônio Albuquerque, 781). O lugar é frequentado por gente de cabeça aberta e de bom gosto, sem ser afrescalhado ou cult demais. Além das cervejas e vinhos, experimente também o Café Europeu, o Irish Coffee, o Espaguetini a Carbonara e o Filé com Gorgonzola. É tudo gostoso. Site: www.cafecomletras.com.br
    MAIS ALGUM LUGAR?

    Dê um pulo no restaurante da Torre Alta Vila em Nova Lima, você vai ter uma visão linda da cidade. Essa torre é em um shopping que não tem muita coisa interessante (tem um Hard Rock Cafe e mais meia dúzia de lojas), mas a vista vale a pena!

    QUANTO CUSTA?

    Apesar de ser uma cidade grande, a capital de Minas Gerais oferece preços tentadores. Hotéis de primeira linha com preço de interior. Os bares e baladas são uma pechincha pra quem está acostumado com São Paulo, Rio ou Brasília.
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    sexta-feira, 24 de setembro de 2010

    Os Top 10 de BUENOS AIRES são mesmo nota 10?


    Buenos Aires é o principal destino dos brasileiros quando viajam ao exterior. Quem já foi sabe que vai encontrar um brasileiro a cada dez passos. Todo mundo que procura informação na internet, acaba sempre encontrando as mesmas top 10 atrações da cidade. Mas será que todos estes top 10 valem a visita? É aí que eu quero te ajudar com reviews sobre cada um deles. Fui ao site Buenos Aires For You e peguei as oito primeiras atrações "obrigatórias", coloquei mais duas e resolvi comentar cada uma delas de acordo com minha experiência de forma rápida e simples. Vamos lá?

    • 1 - PALERMO

    É um bairro gigantesco dividido em algumas zonas: Palermo Soho, Palermo Viejo e Palermo Hollywood. O bairro todo é uma delícia pra se caminhar, sair a noite e fazer compras. Em tempos frios, você vai se sentir na Europa. Tem vida noturna bacana, mas você não vai encontrar grandes concentrações de baladas, elas são mais espalhadas. É melhor se informar de onde ir antes de despencar no bairro. Ali estão os melhores outlets da cidade, um sucesso para comprar roupas com preços bacanas. As duas atrações turísticas faladas são o Jardim Botânico e os Bosques de Palermo. Acredite, as lojas são mais divertidas.

    VALE A VISITA? Para compras, não tem lugar melhor.

    • 2 - PUERTO MADERO

    O cantor argentino Kevin Johansen define bem o que é a região famosa da cidade: "Os que são de fora, querem ficar. Os que são daqui, fugir". A região é basicamente para turistas. Os portenhos frequentam o lugar simplesmente para trabalhar. Não que isso seja um problema, ali estão excelentes restaurantes e algumas atrações que valem a pena. A 'Ponte da Mulher' pede uma foto e o museu Fragata Sarmiento é legal por ser instalado dentro de uma embarcação. Se tem um pouco mais pra gastar, vá jantar pelo menos uma noite lá. Tem muita comida boa e restaurantes de alto nível com preços melhores que no Brasil.

    VALE A VISITA? Sim! Mas se estiver sem grana, prefira um passeio de dia. A noite por lá é mais interessante nos restaurantes.

    • 3 - LA BOCA

    É um bairro interessante de ser visitado. O Caminito é a rua mais famosa, com as casas coloridas e etc. Mas o bairro oferece mais do que boas fotos, ele tem uma cara real da cidade. A região não é exatamente a mais rica, você vai se deparar com mercadinhos, gente de verdade na rua e cortiços em algumas esquinas. Vale a pena uma fuga do circuito turístico oficial pra sentir a cidade. Mas cuidado, o bairro não chega a ser perigoso, mas é preciso ficar atento com pequenos assaltos. Os amantes do futebol precisam conhecer o estádio 'La Bombonera' em um tour guiado e depois dar uma olhada no museu do Boca Juniors.

    VALE A VISITA? É obrigatório, mas vá além das ruas coloridas e do estádio.

    • 4 - SAN TELMO

    Este aqui é um dos meus bairros preferidos na cidade. Apesar de ter seu lado turistão, muitas descobertas podem ser feitas. É o bairro mais antigo da cidade e já foi morada de gente muito rica no século XIX. Os abastados deixaram construções lindas que dão a vibe característica da região. Ali você vai se deparar com igrejas católicas bem bacanas, tem uma feirinha de antiguidades na Praça Dorrego todos os domingos que é uma muvuca excelente. Experimente o clima de boteco antigo do Bar Dorrego, que fica numa das esquinas da praça. Em San Telmo também está a Igreja Ortodoxa Russa, que pede uma espiadinha.

    VALE A VISITA? Sim! Aproveite de dia e a noite procure restaurantes na região, tem preço bom e você experimenta comida argentina de verdade.

    • 5 - MICROCENTRO

    Provavelmente este é o lugar onde você vai estar hospedado. A região é bonita, tem a Calle Florida, Corrientes, Obelisco, Avenida de Mayo e mais uma infinidade de atrações. Impossível não conhecer. Você vai estar lá o tempo todo. Uma dica é ir ao Café Tortoni ver um tango. É clichê e turistão, mas é legal porque é um show de tango mais de raiz, sem fogos de artifício ou grandes produções.

    VALE A VISITA? Você não tem como não estar lá, portanto vai saber por si mesmo que é bem legal.

    • 6 - PLAZA DE MAYO

    Ir a Buenos Aires e não ir a Plaza de Mayo é ir a Paris e não ver a Torre Eiffel. Tem bastante coisa bonita pra ver: a Casa Rosada (que oferece visitas guiadas, pode fazer!), Cabildo (primeira sede de governo na cidade, vá se tiver tempo), Catedral Metropolitana (pode ir!) e mais alguns lindos prédios que merecem foto.

    VALE A VISITA? Se for a primeira vez na cidade, vale a pena. Depois perde a graça.

    • 7 - RECOLETA

    É um bairro bem bonito. Tem construções de tirar o fôlego, ali ficam alguns dos prédios da universidade, o shopping Design Center, a floralis genérica (a flor metálica) e o Centro Cultural da Recoleta. O destaque fica com o Cemitério da Recoleta. Parece um passeio bizarro, mas ir ao cemitério é legal.

    VALE A VISITA? Sim, vá ao Cemitério. Mas não perca muito tempo.

    • 8 - CONGRESSO

    Pode fazer o tour guiado, mas só se estiver interessado em conhecer o congresso argentino por dentro. Acho que é até interessante, mas não precisa perder muito tempo. Se quiser uma foto típica e só, corre lá, clica de fora e vá fazer algo mais interessante, tipo compras em Palermo.

    VALE A VISITA? Talvez não.

    • 9 - SHOWS DE TANGO

    Os grandes shows são produções a la Broadway. Não remetem a realidade do Tango argentino. É um tipo de atração feita para gringo rir e pagar caro. Sabe show de mulatas no Rio que só dá gringo e custa caro? Estes mega shows tangueiros são a mesma coisa. Eu prefiro os pequenos shows como os do Café Tortoni (mas lembre-se de reservar mesa e escolher o salão do subsolo).

    VALE A VISITA? As grandes produções são pasteurizadas. Pode ser boa pra alguns, eu prefiro o mais tradicional.

    • 10 - LINHA A DO METRÔ

    É a primeira linha de metrô da América Latina e continua quase igual desde quando foi inaugurada. Recheada de estações antigas e vagões de época.

    VALE A VISITA? É bem divertido! Pouca gente acaba conhecendo, eu recomendo.

    *Buenos Aires é um destino que gosto muito. Barato, divertido e bem interessante. A dica é escolher as épocas frias para visitar a cidade.

    quinta-feira, 23 de setembro de 2010

    CHAMPANHERIA em Barcelona: pra beber Cava, comer bem e rir muito


    A Champanheria de Barcelona é um daqueles lugares que você só vai encontrar se for por indicação de alguém ou porque tem um amigo morando na cidade. Uma noite super divertida que você deve experimentar quanto estiver na capital catalã.

    O nome sugere luxo, requinte e glamour, mas comece a esquecer tudo isso agora mesmo. A Champanheria é um boteco que funciona em uma distribuidora de Cavas (as champagnes catalãs) e não oferece nenhum conforto ou organização. A bagunça geral é bem divertida, porque ninguém se senta e todo mundo fica espremido. Duas coisas vão acontecer invariavelmente: você vai ficar bêbado e fazer novos amigos de boteco.

    Você pode me perguntar como um lugar assim pode ser divertido. Eu não sei responder. Sei que odeio tumulto, tenho preguiça de lugar cheio, mas adoro esse lugar. A comida é ótima e a uma certa altura, as cavas fazem efeito e tudo vira uma enorme festa.

    • QUANTO CUSTA?

    Se procura um programa muito divertido e barato, acabou de encontrar. Uma taça de cava custa por volta de €0,70. Se estiver de turma, pode comprar uma garrafa por mais ou menos €4, mas pra ter o direito a comprrá-la tem que levar junto algumas comidinhas - os bocadillhos - pra picar, mas é bem baratinho também.

    • QUEM VAI NESSE LUGAR?

    A turistada ainda não descobriu o lugar, mas não quer dizer que tem pouca gente de fora. O clima ainda preserva a atmosfera catalã, podendo-se ouvir mais pessoas falando Catalão do que Espanhol ou Inglês. A maioria tem até 35 anos. Dá uma olhada no clima da bagunça no vídeo abaixo!







    • COMO CHEGAR?

    A champanheria se chama CAN PAIXANO - LA XAMPANYERIA. Fica na região da Barceloneta, que inclusive era onde o Ronaldinho morava quando jogava no Barça. De metrô você pega a L4 e desce na estação Barceloneta. Chegando lá, procure a Carrer (rua) de La Reina Cristina, 7. É uma portinha, mas tem movimento suficiente pra consegur achar.



    * Na foto estou com as amigas de Bcn Juliana Cobo e Marina Rocha.

    quarta-feira, 22 de setembro de 2010

    VERSAILLES: atrás do palácio tem uma fazendinha recheada de história


    Quando for a Paris programe pelo menos 4 dias para rodar a cidade e um dia extra para ir ao Palácio de Versailles. Quem tira esse dia para conhecer um dos maiores e mais famosos palácios do mundo, espera encontrar jardins incríveis, salões recheados de riqueza, apartamentos reais e muita história interessante pra ouvir. E quem espera tudo isso, vai encontrar. Apesar de tudo no palácio ser impressionante, tem um cantinho aos fundos do jardim (chamamos de jardim por bondade, é um parque) que a Rainha Maria Antonieta transformou em seu mundo longe das regras de etiqueta que a sufocavam na corte.



    O lugar é uma fazenda com estilo da Normandia, com hortas, moinho, lago com peixes, cabras, patos, galinhas, a casa da rainha e uma série de outras construções que são um convite a exercitar a imaginação. O lugar é bem calmo, excelente pra se fazer um lanche em uma sombra na beira do lago e ver o que a loucura e riqueza da corte antes da revolução podia fazer. A rainha estava de saco cheio de todas as regras e resolveu fugir do mundo real sem sair de casa. Fugiu pra sua fazendinha e lá passou boa parte da sua vida. É uma surpresa muito agradável se deparar com tudo em um estado de conservação tão excelente.
    • O QUE EU VOU VER?





    • COMO CHEGAR A VERSAILLES?
    Algumas pessoas não sabem, mas quando a família real resolveu se mudar para Versailles a área era uma outra cidade, ficava fora de Paris. Hoje é um dos subúrbios da capital. Existe um jeito excelente para visitar o Palácio. Esqueça os day tours que vão de van. Corra até uma estação de metrô (eu comprei na estação do Museu d'Orsay) e pergunte sobre o combo passagem + ingresso. Você vai de trem até a estação Versailles-Rive Gauche, que fica em frente ao palácio e ainda leva um ingresso que tem passagem preferencial na entrada. Ou seja: enquanto a galera das excursões fica na fila, você passa na frente de todo mundo. Excelente gastar menos e ter tratamento VIP.

    Portanto, fique atento aos Jardins do palácio. Eles escondem muito mais que esculturas e palacetes menores.

    Conheça melhor a história do Palácio de Versailles e da Hameau de la reine (a fazenda).

    terça-feira, 21 de setembro de 2010

    PUB CRAWL: a maratona de bares e baladas com gente que você nunca viu na vida


    Viajar sozinho é uma alternativa que muita gente sequer considera. Tem medo de ficar sozinhos, não conhecer pessoas e deixar a viagem chata. Isso acontece só se você não souber conversar ou se trancar num quarto de hotel pra sempre.

    Ao invés de sentar solitariamente em uma mesa de pub ou sair pra jantar sozinho, tem uma dica que você precisa anotar: os Pub Crawls. Como o próprio nome diz, é uma maratona por bares cidade afora.

    Pra entrar num Pub Crawl é fácil. Durante o dia você procura na internet se o destino que você está tem esse tipo de tour. Normalmente a equipe da recepção do albergue vai te indicar um pessoal. Na hora marcada um guia vai até a recepção do hostel buscar os que decidiram participar. Como o tour normalmente é feito a pé, entre um pub e outro os guias servem alguns shots de vodka, wisky ou Jägemaister. Nesse tour você vai passar por diversos pubs na cidade e, no final, para em uma balada na cidade.

    Essas maratonas de pubs são uma boa saída para se fazer amigos durante a viagem. De repente você está numa roda com gente da Finlândia, Estados Unidos e Coréia. Todo mundo rindo e se divertindo pra caramba. Só tome cuidado com o estado que vai ficar ao final disso tudo. Especialmente em Amsterdã, onde você pode acabar não só com álcool na cabeça.
    • COMO PARTICIPAR?
    Esses tours são comuns, todo albergue pode te passar informação sobre isso. O pessoal da SANDEMANs (dos free walking tours) também oferecem Pub Crawls. Fiz em Berlim e foi muito divertido. Mas em Amsterdã, fiz com outro pessoal e foi bem bom também.
    • QUANTO CUSTA?
    Em média €10. Isso inclui os vários shots durante as caminhadas e mais alguns drinks em pubs "conveniados".
    • QUEM ME LEVA DE VOLTA PRO HOSTEL?
    Ninguém! Por isso a dica: se vai encher a cara, leve um cartão de onde está hospedado e pegue um taxi no meio da noite pra voltar feliz. Como você foi pra lá andando, não vai estar muito longe do hostel.

    *A foto do post é de um Pub que fui na Berlim Oriental, que esta la desde a época socialista.

    segunda-feira, 20 de setembro de 2010

    TOUR GRÁTIS por capitais européias com guias excelentes. Duvida?


    Parece anúncio picareta com uma super pegadinha, mas é verdade. Você vai fazer caminhadas turísticas com guias locais sem pagar nada, desde que você queira. Vou te explicar como funciona este pagamento opcional. Um grupo de jovens que moram em determinada cidade se reúne e convida turistas que estão na cidade para se encontrarem em um determinado ponto. No local combinado, dividem a turma entre os que querem o tour em Inglês e os que querem o tour em Espanhol. Cada uma destas turmas sai explorando a cidade a pé e tendo cada detalhe explicado pelo guia. Quando tudo termina, os guias agradecem a presença e participação de todos e dizem que aceitam doações. Se você gostou, paga o quanto acha que valeu. Se não gostou, não paga nada.

    A sacada é muito boa. Estes passeios são infinitamente mais interessantes e cuidadosos do que aqueles malditos ônibus double deck, onde escutamos gravações enquanto ele passa correndo pelos lugares. Neste tipo de walking tour a história é passada mais devagar, você se imerge no passado da cidade, pisa em um lugar e sabe os personagens famosos que passaram por ali. Isso tudo cria uma magia especial, sua impressão muda drasticamente. Fiz este tour cinco vezes.

    • PARIS 
    Já conhecendo o perfil dos tours, resolvi fazer dois, um de dia e outro a noite. Era minha segunda vez na cidade. A primeira visita foi a viagem mais turistão que já fiz até hoje, conheci o básico do básico (Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Champs Elisées, etc.). Já o walking tour abriu um mega super power leque de coisas que não conhecia. Rodamos bairros boêmios, escutamos histórias dos tempos da cidade invadida pelos nazistas, da paixão do general alemão que não quis explodir a cidade, o restaurante onde Picasso trocava quadros por comida e o ateliê onde ele trabalhava, feiras de artistas escondidas perto da Sacre Couer, onde Jacques Demolay foi enforcado e mais uma série de coisas. E o mais engraçado é que a ponte que eu vi um dia antes deixou de ser apenas uma ponte pra se tornar cenário de uma história importante da humanidade.
    O segundo tour que fiz, este a noite, rondava o distrito de Monmartre. Este tour é pago, mas custa €10 (praticamente a mesma gorjeta que você dá pro guia do free tour). O ponto de encontro é a estação de metrô em frente ao Moulin Rouge. Já começa divertido, né? Essa volta que damos pelo bairro é beeeeem divertida. É o bairro dos artistas e das gravações de filmes. O ponto alto aqui é a visita a sets de gravação do filme Amelie. Visitamos o Deux Moulin, bar onde Amelie trabalhava, as escadarias e o parque de diversões e o verdureiro do filme. É bem engraçado tomar um café servido no lugar onde foi rodado um dos seus filmes preferidos. Além desta história, tem muitas outras bairro afora. Vale cada centavo investido.

    • BERLIM
    A ida a capital alemã foi uma viagem sem grandes pretensões. A idéia era conhecer a Alemanha 'pra saber de qual que é'. Fui sabendo que queria visitar um campo nazista, ver o muro e só. Foi lá o meu primeiro contato com os walking tours. Confesso que achei estranho entrar em um tour grátis. Mesmo desconfiado, resolvi ir. Foi aí que a surpresa aconteceu. Definitivamente, Berlim é a cidade com a história mais envolvente da Europa. A história é aquela que a gente estuda nos livros, bem recente. As marcas de bala estão por todos os lados, outro dia tiraram um muro dali e ainda dá pra sentir a diferença entre os lados ocidental e oriental da cidade. Hitler morreu ali. O congresso incendiado está lá, a igreja continua arrebentada pela guerra assim como o salão de danças está todo baleado. Andando sozinho e vendo é incrível, mas com alguém te contando casos, é melhor ainda. A cidade definitivamente não é a mesma sem esse tipo de tour. Deixou de ser a terra dos nazistas pra se tornar um livro aberto. Depois do walking tour free, acabei indo para um campo nazista com a turma no dia seguinte. O preço era parecido com o que paguei em Paris, com a diferença que ali teríamos que pagar o ticket de trem para ir até a outra cidade.

    • AMSTERDà
    Este tour fiz já conhecendo muito bem como é o sistema, mas acabei me decepcionando. Nem sempre a gente dá sorte, né? E na Holanda eu me ferrei. A turma do tour em Inglês estava grande e me jogaram na turma do "lo que digo". Lá fui eu com uma guia espanhola chata. Ela era mesmo irritante, mas mesmo assim conseguiu passar uma boa impressão da cidade, contou casos, conhecemos os becos de Anne Frank, escutamos histórias e aprendemos sobre as áreas de divisão das prostitudas no Red Light District. Ou seja, mesmo o guia sendo chato ainda assim vale. É só aplicar um castiguinho nele: pague menos!

    • QUANTO DAR DE GORJETA?

    Você dá o que você achar justo. É bom lembrar que ninguém vive de boa vontade. O sujeito está ali esperando fazer algum dinheiro pra pagar suas contas. Eu sempre vou na média e dou €10. Eles agradecem e acham excelente. Mas se a guia for chata como a espanhola de Amsterdã, dá ali €3 ou €5 que você mata ela de raiva.

    • PARTICIPO MESMO NÃO FALANDO INGLÊS OU ESPANHOL?

    Sim, vá com o pessoal que fala Espanhol. Você vai acabar entendendo boa parte e os guias ao saberem que você fala Português vão falar bem devagar e ir checando se você está entendendo tudo.

    • COMO PARTICIPAR?

    Existem muitas empresas que fazem este tipo de tour em uma dezena de cidades. Eu vou indicar uma turma que eu conheço e não foi picareta hora nenhuma. É o pessoal do SANDEMANs. Eles tem os passeios grátis em Amsterdã, Berlim, Bruxelas, Dublin, Edinburgo, Hamburgo, Londres, Jerusalem (!),  Madri, Munique, Paris, Praga e Tel Aviv.



    Aguarde meus posts sobre um tipo de tour muito interessante: os Pub Crawls, uma maratona pelos pubs e baladas das cidades européias. É muito divertido!

    See u on twitter @HenriqueDamiao.

    sábado, 18 de setembro de 2010

    Etiquetas pra bagagem personalizadas e GRÁTIS.


    Estratégias de marketing na internet algumas vezes são bem felizes. É o caso da empresa aérea holandesa KLM, que está distribuindo tags para bagagem personalizadas com foto e dados de quem entrar no site. Ideia simples e barata, que acabou colocando a marca da empresa em esteiras de aeroportos no mundo todo.

    Pra fazer a sua é só entrar no site, carregar a imagem que você quer ver impressa na sua etiqueta, preencher as informações que aparecerão nela e confirmar endereço de entrega. Em três semanas as etiquetas chegam pra você. Legal, né? A qualidade é muito boa, deve resistir por alguns bons anos! A minha já chegou. Ao criar, fui um pouco menos narcisista e coloquei uma bandeira do Brasil. Veja abaixo como ficou.


    Se você está interessado e quer a sua, sugiro fazer rápido. Muita gente já descobriu e a quantidade é limitada. Cola no link!

    sexta-feira, 17 de setembro de 2010

    Arrumando a bagagem como um profissional

    Se você sempre que vai fazer sua mala olha pra tudo o que quer levar e tem certeza que não vai caber na mochila, este vídeo é pra você. Saiba que existe fórmula para fazer tudo caber. Quem ensina é Tomayz, do blog Tomays vs. America. Vamos a lista de tudo que coube na mala, dá só uma olhada antes de assistir ao vídeo:

    • 12 pares de meias
    • 12 cuecas
    • 1 par de sapatos
    • 9 camisetas
    • 2 polos
    • 1 roupa de banho
    • 1 short de academia
    • 2 calças jeans 
    • 1 jaqueta
    • 1 casaco com capuz
    • 1 toalha
    • 1 par de havaianas
    • 1 guarda-chuva
    • Alguns ítens de higiene pessoal




    Dica enviada por @pedrivosf

    quinta-feira, 16 de setembro de 2010

    Guia definitivo para planejar seu mochilão pela Europa pensando em transporte, hospedagem, dinheiro e alimentação.

    Com o câmbio amigável, vôos diretos e cada vez mais possibilidades, todo dia alguém decide realizar um plano antigo: ir para a Europa. A ideia do post é esclarecer dúvidas, mostrar caminhos, destruir mitos e mostrar que é possível ver muito mais gastando muito pouco. Este primeiro post vou ajudar você a planejar sua viagem de acordo com minhas experiências. Tenho um perfil de viajante sem frescura, mas que também não quer acabar com a viagem ao errar na hospedagem ou caindo em micagens turísticas.

    Tem como fazer uma trip legal pra Europa gastando menos do que você imagina. E eu vou te ajudar nisso. Vamos lá?

    • 1. Por onde começar o planejamento de uma viagem a Europa?

    Parace óbvio, mas muitas pessoas não abrem os olhos pra isso. A primeira coisa é abrir o mapa e olhar quais países e cidades você quer conhecer. Para montar seu roteiro o ideal talvez nem seja escolher países próximos um do outro e sim países conectados por empresas aéreas de baixo custo. Com 1 hora de vôo e pagando pouco, qualquer lugar fica perto. Portando, não se prenda necessariamente a proximidade dos lugares e sim no custo e tempo que você terá para se locomover. Em um mochilão, você pode começar a viagem em Berlim e terminar em Lisboa, gastando menos do que um giro de trem pela Itália, por exemplo.


    • 2. Preciso de visto?

    Ao contrário do que muita gente pensa, brasileiros não precisam de visto para entrar na maior parte dos países europeus. Os países que fazem parte do Tratado de Schengen (Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Áustria, Portugal, Espanha e Suécia) permitem a entrada de brasileiros sem a necessidade de vistos, mas isso não quer dizer que as portas estão tão abertas assim. Você precisa comprovar onde vai se hospedar, possuir €25 por cada dia que vai ficar e um seguro viagem. Isso é o que diz a lei, mas nunca me solicitaram o tal seguro nem a comprovação de renda para os dias. Em todas as viagens estava eu com meu ticket de volta e os Euros para passar os dias, mas nunca fui com o seguro. Vai de cada um tomar essa decisão. O fato é: se suas intenções são boas, pode ir tranquilo, o agente de imigração de qualquer um destes países vai perceber e te dar sinal verde para as férias. Um detalhe que alguns ainda não sabem é que quando você passa pela imigração de um destes países e depois viaja para outro que também está no tratado, não precisa mais passar por imigração. Os desembarques dos vôos entre estes países funcionam como vôos domésticos. Veja aqui mais informações sobre seguro.
    • 3. Partindo do Brasil, onde desembarcar?

    Segundo o princípio de gastar menos para viajar mais, a sugestão é sempre escolher um destino de vôo direto saindo do Brasil. Por exemplo, se você quer ir para Praga na República Tcheca, talvez seja melhor pegar um vôo direto São Paulo / Londres, conhecer a capital inglesa e só depois pegar um vôo para seu destino dos sonhos. Você gasta menos com avião e conhece 2 lugares. Você pode também marcar um ticket com desembarque em uma cidade e embarque de volta em outra, portando pode pensar em um roteiro que comece em uma cidade com desembarque direto e termine em outra que também tenha vôos diretos.

    • 4. Qual empresa aérea é mais barata para se chegar na Europa?

    Normalmente as gringas são as que oferecem melhores preços. O serviço acaba sendo um pouco pior, mas nada que não compense. Normalmente, o que você economiza pode ser o suficiente para fazer um outro vôo dentro da Europa. Empresas que já voei e não me arrependi foram Swiss (Zurich), KLM (Amsterdã) e Ibéria (Madri). Uma sugestão que dou é fazer duas cotações: online e outra em agências de turismo. Na web você pode correr no www.expedia.com, ele faz o comparativo de várias empresas aéreas e vai te mostrar um bom preço. Normalmente, o preço empata. Eu prefiro o conforto da agência de viagens fechando o ticket pra mim.

    Expedia: www.expedia.com

    • 5. Dólar ou Euro?

    Já passou o tempo onde viajar com dólares era o jeito mais prático de se levar dinheiro ao exterior. Vai pra Europa? Leve Euros. Sem sofrimento ou sustos com mudanças cambiais.

    • 6. Traveller Check?

    Esqueça os antigos traveller checks, vá de Cash Passport. É um cartão com a bandeira Visa que você usa em qualquer estabelecimento que aceite a bandeira. Você recarrega no Brasil com euros e pode pagar suas despesas ou fazer saques em caixas eletrônicos no mundo todo. Custa bem barato e a segurança é indiscutivelmente maior que viajar com dinheiro em espécie. Lembre-se de levar seu extrato do cartão para comprovar na imigração que você tem a grana para passar os tempos de férias por lá. Além do cartão, leve alguns Euros em espécie. 100 ou 200 Euros é o suficiente para emergências. Obviamente, leve seus cartões de crédito internacionais, eles serão úteis em compras maiores, free shops e etc.


    • 7. Quantos euros eu levo?

    Resposta difícil. Depende do seu estilo de viagem. Como o mínimo todo mundo precisa, vamos pensar no básico para sobrevivência com felicidade, sem privações sérias. Em uma cidade cara da Europa, tipo Dublin ou Londres, uma cerveja custa €5 ou €7. Consegue comprar um fish'n chips por €15. Se ficar em hostel, pode economizar jantando por lá mesmo ao fazer compras em supermercados. Em resumo, se for pra sobreviver, incluindo comida, transporte público (esqueça os taxis, é bem mais divertido andar de metrô ou trams) e algumas entradas em museus, reserve €100 por dia. Vai ser suficiente e se você souber gastar, ainda dá pra extrapolar num pub. Uma observação importante a ser feita: em Portugal, na Espanha e na Itália come-se muito bem gastando menos. Escolha os menus do dia, que vêm completos com bebida, entrada e prato principal por uma média €9.

    • 8. O que eu levo na bagagem?

    A dúvida é antiga e a resposta simples. Comece pela estação do ano que você vai estar e se adeque aos tipos de roupa. O que um viajante que quer gastar menos tem que pensar é que, cedo ou tarde, vai andar de transporte público ou voar de empresa aérea de baixo custo. A questão simples da vida é: leve pouca coisa e um volume só. Você vai gastar menos para despachar as malas (você paga por cada mala despachada nos vôos de empresas aéreas de baixo custo, por volta de €25 por mala). E tem mais uma, pouca roupa é sinal de que vai precisar ir a uma lavanderia. Fique tranquilo, você vai adorar a vibe das auto service laundries, se sente dentro de um filme e ainda por cima conhece algumas pessoas da cidade. Dá pra brincar de ser um local.

    • 9. Onde me hospedar gastando pouco sem passar raiva?

    Quando viajo sozinho, não penso duas vezes: fico em hostel. O conceito de albergue é ainda bem nebuloso pra quem nunca saiu do Brasil. O fato é que sabendo escolher o albergue, você vai se dar muito bem. Já fiquei em um albergue na Itália que era praticamente um hotel, com direito a computador no quarto. A vantagem deste tipo de lugar é que a equipe que trabalha lá sempre está disposta a ajudar, com dicas da cidade, onde comer e onde gastar menos. Nesses lugares você conhece gente do mundo todo. É bem divertido! Você pode ficar em um quarto onde divide o espaço com pessoas que não conhece (custa bem barato!) ou pegar um quarto privativo, que tem uma vibe mais hotel, mas mesmo assim você ainda tem as vantagens da staff do hotel e das pessoas que frequentam.

    • 10. Como escolher um albergue?

    O jeito mais confiável é fazendo parte da comunidade Hostel World. Lá você vê as especificações, preços e disponibilidade de mais de 24 mil albergues no mundo inteiro. Mas a principal vantagem desse site é que quem se hospeda no albergue, dá sua opinião na sequência e essas opiniões viram notas. Vá nos "top rated", leia comentários e faça sua reserva. Assim você evita surpresas! Na Europa os preços de hospedagem variam muito. Você gasta de €25 a €40 na maioria das capitais em um quarto shared. O Hostel World te cobra uma taxa por cada reserva, mas se for fazer muitas reservas pense no Golden Card. Com ele você faz reservas ilimitadas por 1 ano pagando uma taxa única. Compensa!


    • 11. Cheguei, como faço pra ir do aeroporto pro hotel/hostel?

    Se você é uma pessoa do luxo e preço não é problema, se joga no taxi. Definitivamente não existe melhor meio de transporte no mundo do que um carro com ar ligado que te deixa na porta! Tá, acorda. Um taxi vai ser caro e, se o objetivo for viajar mais por menos, esqueça dele por enquanto. Mas não precisa achar que será um sofrimento chegar no seu local de hospedagem. Lembre-se: a Europa é luxo! Vai dar tudo certo mesmo você andando de transporte público. Todos os aeroportos são ligados aos centros das cidade via metrô, trens ou linhas de ônibus. Você acha fácil e sem sofrimento. Se estiver desembarcando em aeroportos de cidades vizinhas, compre os tickets dos ônibus que fazem ligação com a cidade destino, eles normalmente te deixam em uma estação de ônibus onde é fácil encontrar um metrô ou tram (empresas low-cost quase sempre te deixam um pouco distante da cidade destino. Ex.: Se for para Barcelona voando Ryanair, você vai descer na cidade de Girona, que fica a 1 hora de Barcelona).

    • 12. Como viajar dentro da Europa? Vou de trem?

    Esqueça o sonho dourado de viajar de trem pela Europa. É cansativo, você perde tempo e custa caro. Confesso que ao iniciar o planejamento do meu primeiro mochilão estava achando que passaria noites em trens cruzando a Alemanha. Bobagem! Você está no berço das companhias aéreas de baixo custo, o modelo surgiu ali e a concorrência é um sucesso. Já voei para Glasgow na Escócia pagando €1 no ticket. Isso mesmo, 1 eurinho eu fui e com mais 1 eurinho eu voltei. Fala que não é lindo isso? Encontras as promoções depende de antecedência e planejamento. Eu sempre organizei minhas viagens pensando nas cidades que são ligadas por essas empresas. Vamos a alguns liks pra você encontrar passagens baratas pra rodar tudo sem dormir em trens ou passar muita raiva. Lembre-se que neste preço não está incluido a bagagem despachada. Se sua mala for pequena, pode ser que eles aceitem transportar dentro da cabine, que é de graça. Em Londres tudo se complica porque a segurança é mais chata. Tenha como certo que sua bagagem terá que ser despachada e some este custo ao da passagem. Abaixo as duas cias que mais utilizei e um link com 40 dessas cias.


    Ryanair - maior cia low cost low fare. Tem como base a Irlanda, mas voa a Europa toda. O site é horroroso, mas pode confiar, sem medo de ser feliz. Os aviões são boeings novinhos. www.ryanair.com

    EasyJet - vai longe, os aviões são muito modernos. Tem como base a Inglaterra. www.easyjet.com

    Veja mais companhias aéreas neste link aqui.

    • 13. Algo mais que preciso saber?

    Vamos a poucos tópicos que são importantes pra quem viaja pra qualquer lugar:
    • Pesquise antes como chegar ao seu local de hospedagem
    • Descubra a rota aeroporto-hotel/hostel
    • Pesquise o que fazer na cidade antes, não perca tempo, chegue e já vá explorar
    • Imprima todos seus vouchers, reservas e tickets e coloque em um único envelope
    • Confira a validade do seu passaporte
    • Informe seu cartão de crédito que vai ficar fora, assim eles não bloqueiam por motivos de segurança

    Enfim, este foi o post pra começar o planejamento. Volto para dar dicas mais específicas dos principais destinos. Alguma sugestão de qual cidade começar?